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12 Set. 2019

Líderes de moda assinam pacto de sustentabilidade

A Adidas, H&M, Inditex, Fung Group, Nike e Gap são algumas das marcas que se juntaram para constituir o “The Fashion Pact”. Este pacto de sustentabilidade reúne 32 das maiores empresas de moda do mundo para reduzir o impacto do sector no ambiente.

O encontro foi promovido pelo presidente francês Emmanuel Macron, durante a cimeira do G7 em Biarritz, que decorreu de 24 a 26 de agosto, meses depois de sugerir a François-Henri Pinault, CEO do grupo Kering, a criação desta coligação sustentável. "Acreditamos que temos uma responsabilidade para avançar com as melhores práticas no sector do luxo e esperamos criar um movimento que encoraje outros a segui-lo", tinha afirmado Pinault na Cimeira de Copenhaga.

 

Novos compromissos globais

Juntas estas marcas representam mais de 30% do volume de negócios da moda. Cada signatário compromete-se a atingir metas em três grandes áreas: combater as alterações climáticas, restaurar a biodiversidade e evitar a poluição dos oceanos. Mais concretamente, estes são alguns dos objetivos específicos:

- atingir zero emissões de carbono até 2050;
- alcançar 100% da energia renovável em todas as suas operações
- criar incentivos aos seus fornecedores para fazer a mudança para energias renováveis até 2030;
- eliminar plásticos de um só uso até 2030;
- apoiar a inovação para eliminar a poluição por microfibras resultante da lavagem de materiais sintéticos;
- apoiar abordagens regenerativas da agricultura e programas para proteger espécies em risco e ecossistemas.

 

Limitações

Este pacto «sem precedentes», como foi caracterizado pelo grupo Kering, apresenta, contudo, algumas limitações que podem condicionar o seu efeito.

Por um lado, não é juridicamente vinculativo. Ou seja, trata-se apenas de um conjunto de guias, cujo incumprimento não é penalizado, ainda que as empresas sejam obrigadas a apresentar relatórios do seu progresso. Marie-Claire Daveu, diretora de sustentabilidade do Kering defende que "não podemos pressionar os grupos diretamente. Mas ao praticar uma transparência melhorada e coletiva, há um incentivo para que os signatários cumpram os objetivos e não se deixem ficar para trás".

Por outro lado, o grande problema está na cadeia de aprovisionamento, a fase do processo produtivo que provoca um maior impacto ambiental. A maioria das empresas assinantes não detém a propriedade direta das cadeias de aprovisionamento, logo torna-se pouco claro o nível de controlo que possam ter sobre as mesmas. Apesar de estarem previstos alguns incentivos financeiros para pressionar os fornecedores a cumprir os objetivos, pode criar-se uma resistência na sua adaptação.

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